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  • Rodrigo Tosta – Coach RT Performance

TREINAR PARA COMER OU COMER PARA TREINAR?

Atualizado: 16 de fev.


A resposta a essa questão está muito relacionada ao objetivo e às expectativas que o atleta tem no esporte.

Se o atleta usa o esporte apenas como um estilo de vida e não tem grandes ambições além de se manter ativo e saudável, provavelmente a resposta será treinar para comer! Pois esse tipo de atleta não abre mão dos chamados “prazeres da vida” e sabe que, mesmo não se preocupando tanto com sua alimentação, a carga de treinamento exigida para se completar uma prova de triathlon, mesmo que seja uma prova curta, conseguirá lhe manter em forma e controlar suas taxas sanguíneas como triglicerídeos, colesterol entre tantos outros males causados pelo sedentarismo. É muito comum encontrarmos atletas que por estarem treinando de forma constante, acham que podem comer qualquer tipo de alimento e que, principalmente nos finais de semana ingerem uma quantidade maior de gorduras saturadas, frituras, doces e álcool.

Agora, se o atleta tem como objetivo a melhora de suas marcas pessoais, pódio na categoria ou classificação para os mundiais, aí ele não terá escolha: precisará responder comer para treinar! Isso porque a nutrição tem fundamental relevância no rendimento do atleta, visto que é a principal fonte de energia para a realização das atividades esportivas e também para a recuperação pós-exercício. Para esses atletas, a alimentação faz parte do treinamento, pois é preciso ingerir alimentos saudáveis e que contenham os nutrientes necessários e certos para cada hora do dia. Para escolher melhor os alimentos, precisamos conhecer um pouco sobre seus índices glicêmicos (velocidade de absorção dos carboidratos) que podem ser altos (rápida absorção – pão, massas, batata, arroz, banana…), médios (absorção moderada – maçã, damasco…) ou baixos (absorção lenta – pão e massas integrais, inhame, abacaxi…). Além de suas propriedades, que podem ser antiinflamatórias (leite vegetal e farinha de linhaça…), energéticas (café, chá verde, gengibre,canela…), regenerativa (whey protein, albumina, proteinato de cálcio…) e ainda anti-oxidantes (frutas cítricas, frutas vermelhas, hortaliças e vegetais verde escuros).

A dieta ideal é aquela que fornece todos os nutrientes necessários para um perfeito funcionamento do organismo e que quando consumidos proporcionem energia necessária para manter as funções vitais, tanto em repouso quanto em atividade física. A combinação correta entre esses alimentos, seus índices glicêmicos e suas propriedades é a chave para maximizar os efeitos do treinamento e atingir uma performance superior. Faça com que a nutrição seja uma das prioridades do seu treinamento. A nutrição apropriada pode: otimizar os depósitos de energia; reduzir a fadiga e o tempo de recuperação; reduzir lesões e/ou recuperá-las mais rapidamente; mantendo a saúde geral do atleta.


Existem muitas tendências alimentares, e elas sempre vêm e vão. Você não precisa seguir nenhuma dieta, mas tire o melhor de cada uma delas:


Você não precisa ser vegetariano, mas coma muitos vegetais.


Você não precisa ser vegano, mas coma produtos veganos tentando reduzir sua ingestão de carne. (Esteja ciente dos ingredientes, pois algumas carnes alternativas são recheadas com proteína de trigo, que é glúten puro)


Você não precisa fazer dieta cetogênica, mas faça algumas sessões com baixo carboidrato pela manhã e foque em proteína e gorduras boas à noite.


Você não precisa fazer uma dieta rica em carboidratos, mas se você tiver 2 ou 3 sessões difíceis ao longo do dia, aumente as porções especialmente no café da manhã e no almoço.


Não existem alimentos proibidos, mas alguns você deve reduzir ao mínimo:


* reduza a ingestão de leite. Mas se o garçom do restaurante lhe trouxer o cappuccino errado, não há problema, beba mesmo assim!


* reduza a ingestão de trigo, mas ainda coma pães e biscoitos de vez em quando, se quiser.


* reduza a ingestão de açúcar, mas ainda pode desfrutar de um bom pedaço de bolo. Especialmente para treinar o açúcar pode ser muito útil, pois é combustível rápido.

Imagine abastecer seu carro com aquela “gasolina batizada”? Com certeza, o rendimento do motor não seria o mesmo, não é? O corpo humano funciona da mesma maneira: com alimentos de baixa qualidade, altos níveis de gorduras saturadas, açúcares e carência de nutrientes, vitaminas e sais minerais, seu desempenho dificilmente será potencializado e mesmo com muito empenho nos treinos, a recuperação estará sempre prejudicada devido a esses maus hábitos alimentares.

Portanto, se você quer o melhor rendimento possível para o seu “motor”, não utilize combustível adulterado!


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